Aliados de Lula pressionam por fim do sigilo no caso Dark Horse
Henrique Gabriel Alves Benjamin
setembro 3, 2026
Após a divulgação das mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender a abertura dos dados relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A cobrança ganhou força depois que vieram a público novas informações sobre transferências destinadas ao fundo responsável pelo longa. Segundo a revista Piauí, houve um repasse adicional de US$ 1,6 milhão após a data apontada anteriormente por Flávio Bolsonaro como a última transferência.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal em maio, após o Intercept revelar mensagens nas quais Flávio Bolsonaro cobrava de Vorcaro R$ 134 milhões para a produção do filme. Posteriormente, o senador afirmou que R$ 61 milhões correspondiam a um patrocínio privado.
O deputado Lindbergh Farias (PT) apresentou uma notícia-crime relacionando os recursos à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em junho, Edson Fachin encaminhou o processo a André Mendonça, por prevenção relacionada ao caso Master, retirando a relatoria de Moraes. A Procuradoria-Geral da República havia dado parecer favorável à mudança.
Até o momento, as informações referentes ao caso Dark Horse permanecem sob sigilo.
Nesta quarta-feira, durante a Expointer, Flávio Bolsonaro voltou a criticar a permanência de Moraes no STF e convocou manifestações para o 7 de Setembro contra o presidente Lula e o ministro.
A pressão pela divulgação dos dados do Dark Horse é articulada por aliados do governo Lula. Agora, caberá a Mendonça decidir se adotará no caso o mesmo entendimento de publicidade aplicado às mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. Flávio Bolsonaro, por sua vez, deverá explicar o repasse adicional divulgado pela Piauí.
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