PL pede quebra de sigilo de Marcola para investigar possível vazamento a Lula

Henrique Gabriel Alves Benjamin

agosto 9, 2026

O Partido Liberal (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a quebra dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, com o objetivo de investigar um possível vazamento de informações da Polícia Federal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) ao ministro André Mendonça nesta quinta-feira (6 de agosto) e tramita sob sigilo. A iniciativa busca esclarecer se integrantes do governo federal tiveram acesso antecipado a informações sobre as investigações da PF que chegaram ao nome de Marcola.

Além da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor, desde 2023, o PL também solicitou autorização para uma operação de busca e apreensão de celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para a apuração.

MARCOLA SAIU DA CAMPANHA DE LULA

Marcola deixou a coordenação da campanha de reeleição de Lula após a divulgação de que havia recebido recursos da empresária Roberta Luchsinger. Ela é apontada como ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em nota, Marcola confirmou os repasses e afirmou que os valores estavam relacionados a um empréstimo pessoal já contraído e quitado. Ele negou qualquer irregularidade.

Na terça-feira (4), o ex-assessor informou ter realizado um pagamento de R$ 249 mil a Roberta, mas não esclareceu se esse valor corresponde ao total recebido.

PL QUER INVESTIGAR POSSÍVEL VAZAMENTO

Na petição apresentada ao STF, o partido afirma querer esclarecer se informações protegidas por sigilo, obtidas durante as investigações sob relatoria de André Mendonça, teriam sido repassadas antecipadamente a integrantes do governo.

O pedido também questiona a cadeia de custódia dos materiais investigativos e uma eventual utilização política de dados sigilosos.

Marcola ocupou o cargo de chefe de gabinete de Lula após a posse do presidente para o terceiro mandato. Nas últimas semanas, deixou a função para atuar na campanha de reeleição, mas posteriormente também se afastou da coordenação eleitoral para concentrar esforços em sua defesa.

A solicitação do PL ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao caso do INSS e ao aumento da pressão política sobre integrantes do governo e pessoas próximas ao presidente Lula.

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