Tarifa de Trump deve ter impacto limitado no Brasil, avalia economista
Henrique Gabriel Alves Benjamin
julho 16, 2026
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros deve ter impacto restrito na economia do Brasil, segundo a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE).
A especialista explica que a extensa lista de produtos isentos — que inclui café, carnes, frutas, fertilizantes, minerais e aeronaves — reduz significativamente os efeitos da medida. Segundo ela, cerca de 65% das exportações brasileiras para o mercado americano ficaram de fora da nova taxação.
Para De Bolle, a decisão do governo Donald Trump tem motivação principalmente política, sem uma justificativa econômica consistente. Ela afirma que a medida também evidencia os limites do protecionismo dos Estados Unidos, já que a economia americana depende de diversos produtos importados do Brasil.
O governo brasileiro criticou a decisão, anunciou que pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e estuda aplicar a Lei da Reciprocidade. A economista, no entanto, alerta que uma retaliação ampla pode aumentar as tensões comerciais entre os dois países, enquanto uma resposta mais limitada teria caráter simbólico e menor impacto econômico.
Na avaliação de De Bolle, o Brasil deve continuar buscando novos mercados e fortalecendo acordos comerciais com outros parceiros, reduzindo gradualmente sua dependência do mercado americano.
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