Meta nega acusações de interferência eleitoral e diz que alegações não têm fundamento
Henrique Gabriel Alves Benjamin
outubro 10, 2026
A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, negou neste sábado (10) as acusações feitas pela campanha do presidente Lula de que estaria interferindo nas eleições para beneficiar Flávio Bolsonaro. Em nota, a companhia afirmou que as alegações são falsas e não encontram respaldo nos fatos.
A equipe de campanha de Lula anunciou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando problemas técnicos recorrentes nas plataformas. Segundo os responsáveis pela comunicação, falhas no alcance das publicações, no gerenciamento de anúncios e na contagem de visualizações levantam suspeitas sobre a transparência dos serviços.
Entre os problemas relatados estão a indisponibilidade de uma conta de anúncios no primeiro turno e a impossibilidade de impulsionar conteúdos no Instagram entre sexta-feira (9) e sábado (10). A campanha afirma que dificuldades semelhantes vêm sendo registradas desde dezembro de 2025.
A equipe também apresentou dados segundo os quais a página de Flávio Bolsonaro teria registrado, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% menos seguidores. Os números, porém, foram calculados pela própria equipe do PT e não representam uma auditoria independente.
A Meta declarou que problemas técnicos desse tipo não atingem exclusivamente o Brasil ou contas específicas e reafirmou seu compromisso com as regras eleitorais e a igualdade de tratamento entre os usuários.
Diante das reclamações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa apresente esclarecimentos técnicos no prazo de 48 horas.
Até o momento, não há decisão judicial que comprove favorecimento eleitoral. O caso segue em fase de esclarecimentos, com acusações da campanha de Lula, negativa da Meta e questionamentos a serem analisados pela Justiça Eleitoral.
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