Fim da escala 6×1 avança no Congresso e deputado demonstra otimismo: “Vamos entrar para a história”
José Roberto Benjamin
maio 26, 2026
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos bastidores de Brasília e pode avançar nos próximos dias no Congresso Nacional. Durante entrevista, o deputado federal destacou otimismo com o andamento da comissão especial que discute a proposta e afirmou que o texto deve manter a “espinha dorsal” do projeto original.
Segundo o parlamentar, a proposta prevê o fim da tradicional jornada 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — além da redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
“Vamos manter a espinha dorsal do projeto, é o fim da escala 6×1 já, nada de escalonamento”, afirmou o deputado.
O parlamentar também ressaltou a atuação de Hugo Motta nas articulações políticas em torno do tema, além do apoio do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A conversa dele com o presidente Lula tem sido fundamental. Nós vamos ter êxito e sucesso na votação”, declarou.
A proposta tem mobilizado trabalhadores em todo o país e provocado intensa repercussão nas redes sociais. O deputado afirmou que a pressão popular vem impactando diretamente o posicionamento de parlamentares dentro do Congresso.
“Deputados estão retirando assinaturas de emendas e ponderando melhor suas posições. Isso mostra que a democracia funciona e que a pressão popular é respeitada pelo Congresso Nacional”, disse.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A discussão sobre o fim da escala 6×1 busca alterar um dos modelos de jornada mais comuns no Brasil, especialmente em setores como comércio, supermercados, indústria e serviços.
Hoje, muitos trabalhadores atuam seis dias seguidos para ter apenas um dia de descanso semanal. A proposta em debate pretende ampliar o período de descanso e aproximar o Brasil de modelos adotados em outros países, priorizando jornadas mais equilibradas.
Defensores da mudança argumentam que a redução da carga horária pode melhorar a saúde física e mental dos trabalhadores, aumentar a produtividade e diminuir afastamentos por doenças.
“O trabalhador descansado produz mais, trabalha melhor, não fica doente e não falta ao trabalho. O mundo já provou isso”, afirmou o deputado.
O parlamentar ainda citou empresas brasileiras que já adotam modelos 5×2 e até 4×3, alegando que os resultados têm sido positivos tanto para funcionários quanto para produtividade das empresas.
A expectativa é de que, após a conclusão da comissão especial, o tema siga para debate e votação no plenário do Congresso Nacional nos próximos dias.
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