Chiquini critica projeto sobre misoginia e alerta para possíveis impactos sobre líderes religiosos
Henrique Gabriel Alves Benjamin
agosto 4, 2026
O advogado e pré-candidato pelo Novo, Jefrey Chiquini, criticou o avanço do projeto que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo e afirmou que a medida pode gerar riscos à liberdade religiosa. Segundo ele, padres e pastores poderiam ser responsabilizados criminalmente por discursos relacionados à doutrina cristã caso a proposta seja aprovada.
O projeto prevê penas de 1 a 5 anos de prisão para condutas enquadradas como misoginia. Chiquini questiona a amplitude do texto e afirma que conceitos considerados subjetivos poderiam abrir margem para interpretações que atinjam sermões e pregações sobre temas como casamento, família e papéis de gênero.
O QUE PREVÊ O PROJETO
O PL 896/2023, apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), propõe alterar a Lei do Racismo para incluir manifestações de ódio ou aversão às mulheres. A proposta estabelece critérios para caracterizar a misoginia, incluindo situações de constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida de mulheres.
DEBATE SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA
A proposta também provoca reação entre representantes religiosos e parlamentares conservadores. Críticos afirmam que a nova legislação poderia atingir manifestações religiosas protegidas pela liberdade de crença e de expressão prevista na Constituição.
Chiquini defende que o texto seja analisado com cautela para evitar que interpretações da nova norma acabem interferindo em pregações e ensinamentos religiosos.
PROJETO AGORA TRAMITA NA CÂMARA
Após ser aprovado pelo Senado, o projeto segue em análise na Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, poderá avançar para sanção presidencial.
A proposta integra a discussão sobre medidas de combate à violência e à discriminação contra as mulheres, enquanto setores da oposição e grupos religiosos questionam possíveis impactos sobre a liberdade de expressão e de culto.
REAÇÃO DE PARLAMENTARES E RELIGIOSOS
Parlamentares conservadores e representantes de igrejas têm manifestado oposição ao projeto e prometem acompanhar a tramitação na Câmara. O principal argumento dos críticos é que a legislação precisa estabelecer limites claros para evitar que manifestações de caráter religioso sejam enquadradas criminalmente.
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