Saída de doláres do Brasil pode chegar a maior da história
José Roberto Benjamin
agosto 11, 2025
O fluxo negativo ao exterior nos primeiros sete meses de 2025 só perde para 2020, auge da pandemia de Covid-19
A saída de quase US$ 15 bilhões do Brasil de janeiro a julho deste ano, acelerando mais nestas útimas semanas, representa o segundo fluxo mais negativo da série histórica do Banco Central, quando considerados os sete primeiros meses de cada ano. Só em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, as remessas de dólares ao exterior foram maiores, atingindo US$ 15,818 bilhões.
Considerando só o canal financeiro, o saldo de 2025 é o mais negativo da série histórica, com saída líquida de US$ 49,064 bilhões. A saída, é 9,63% maior do que o fluxo negativo de US$ 44,752 bilhões de janeiro a julho de 2020, que até agora era a maior da série histórica, iniciada em 2008.
O fluxo comercial está bem acima do padrão, com a entrada acumulada de US$ 34,418 bilhões, contra uma média de US$ 23,838 bilhões para o acumulado de janeiro a julho na série histórica. No entanto, continua sensivelmente abaixo do ano passado, quando as exportações superaram as importações em US$ 56,208 bilhões no acumulado dos sete primeiros meses.
Os dados de câmbio contratado registram a soma dos contratos de compra e venda de moeda estrangeira de bancos comerciais com o mercado não financeiro, independentemente do seu prazo de liquidação. Contratos interbancários e intervenções ou operações externas do BC são excluídos da contabilização.
A identificação do segmento como comercial ou financeiro é realizada a partir da natureza cambial informada no contrato. No caso do fluxo comercial, são levadas em conta as naturezas cambiais relacionadas ao comércio de bens. O canal financeiro inclui as demais categorias, exceto as que não são contabilizadas nas estatísticas.
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS:
1. Desvalorização do Real
Com menos dólares disponíveis no país, o preço do dólar sobe (mais reais para comprar 1 dólar), causando:
- Inflação de importados (combustíveis, eletrônicos, alimentos etc.)
- Aumento nos custos de produção para indústrias que dependem de insumos importados
- Queda do poder de compra da população
2. Inflação
A alta do dólar pressiona a inflação, já que produtos importados ou precificados em dólar ficam mais caros. Isso obriga o Banco Central a:
- Subir os juros (Selic) para conter a inflação
- Juros altos → crédito mais caro → menos consumo e investimento → desaceleração da economia
3. Redução de Investimentos Estrangeiros
A saída de dólares sinaliza perda de confiança no país. Resultado:
- Menos investimentos diretos (fábricas, infraestrutura)
- Menos investimentos em bolsa e títulos
- Dificuldade em financiar o crescimento
4. Aumento da Dívida Externa
Se o país precisa financiar déficits ou dívidas, a saída de dólares dificulta isso:
- Juros maiores para emitir dívida no exterior
- Aumento do custo da dívida pública
- Risco de perda de grau de investimento por agências de rating
5. Queda da Bolsa e Fuga de Capitais
Investidores vendem ativos brasileiros e saem do país:
- Queda da B3 (bolsa de valores)
- Empresas desvalorizadas
- Dólar sobe ainda mais → ciclo negativo
6. Paralisação de Projetos e Negócios
Empresas que dependem de insumos importados ou financiamentos em dólar podem:
- Cancelar projetos
- Reduzir produção
- Demitir funcionários
Esta é a fotografia de um governo sem rumo e que acredita que o seu brilho próprio vai consertar as
Mazelas do País e os governos dos países ricos vão poupar um país comunista de seus ataques