Greca entra de vez na corrida e amplia o xadrez político de 2026 no Paraná, após nova pesquisa
José Roberto Benjamin
março 12, 2026
A nova rodada do Paraná Pesquisas mexeu no tabuleiro da sucessão estadual e colocou Rafael Greca de forma mais nítida entre os nomes competitivos de 2026. No cenário estimulado, o ex-prefeito de Curitiba aparece com 19,1% e entra em empate técnico com Requião Filho na disputa pela segunda posição, atrás apenas de Sergio Moro. Em um ambiente ainda marcado por forte indefinição do eleitorado, o dado foi lido nos bastidores como sinal de que Greca deixou de ser apenas uma hipótese e passou a ser um nome com viabilidade real.
O desempenho ganha peso porque combina três fatores observados com atenção pelo meio político: densidade eleitoral em Curitiba e Região Metropolitana, capacidade de expansão para o interior e baixa rejeição relativa. Na prática, Greca começa a reunir atributos que, em disputas abertas, costumam pesar mais do que preferência pessoal ou arranjos precoces de bastidor. 
No núcleo governista, onde a sucessão segue sem definição final, a pesquisa reforçou uma percepção que já circulava entre interlocutores da base: qualquer projeto competitivo para 2026 precisará levar em conta nomes com recall, capilaridade e potencial de agregação. E, nesse ponto, Greca passou a aparecer com mais força no radar. 
O dado mais relevante talvez não seja apenas o percentual alcançado agora, mas o efeito político produzido. Em vez de reduzir a disputa, a nova sondagem amplia o espaço de reflexão dentro do grupo governista e dificulta o descarte apressado de nomes que demonstram competitividade concreta. Nos bastidores, a leitura é simples: com o quadro ainda aberto, ignorar quem pontua e cresce pode custar caro adiante.
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira feira (12) pelo instituto Paraná Pesquisas confirma Sérgio Moro (União Brasil) na liderança para governo do estado.
No primeiro cenário, o senador soma 44% das intenções de voto, seguido pelos deputados estaduais Requião Filho (PDT), com 23,1%, e Alexandre Curi (PSD), com 11,3%. O deputado federal Fernando Giacobo (PL) marca 4,5%; o secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva (PSD), 4,3%; e o advogado Luiz França (Missão), 0,9%.
Eleitores que disseram votar em nenhum, branco ou nulo representam 7,1%, enquanto outros 4,9% não souberam ou não opinaram.
Quando o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) é incluído na lista de possíveis candidatos, Moro lidera com 40,1%, seguido de Requião Filho, com 20,4%. Greca pontua 19,1%; o deputado federal Giacobo (PL), 4,7%; Guto Silva, 4,5%; e França, com 0,7%.
Já no terceiro cenário, Moro desponta com 47%. Requião Filho aparece com 26%. Giacobo tem 5,9% e o secretário Guto Silva, 5,5%. O advogado Luiz França registra 1,3%. Nesse recorte, 8,2% votariam em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.
O institulo Paraná Pesquisas ouviu 1.500 pessoas em 55 municípios paranaenses entre os dias 1º e 4 de março, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo PL (Partido Liberal) e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PR-06254/2026.
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