Câmara e a câmera:”minha posição foi técnica; fui coagida, isso não vai ficar assim”, diz Simoni

José Roberto Benjamin

setembro 16, 2025

Uma discussão envolvendo pareceres técnicos sobre um edital de compra de uma câmera fotográfica para a Câmara de Vereadores de Cascavel abalou a relação entre dois servidores do Legislativo: o procurador jurídico Pascoal Muzeli Neto e a chefe de gabinete da presidência, Simoni Soares. O episódio ocorreu na segunda-feira (15) e teve desdobramentos nesta terça-feira (16).

A câmera em questão está avaliada em R$ 85 mil.

“A Procuradoria tem essa incumbência. O parecer foi apenas no sentido de que não há necessidade de pagar R$ 85 mil por uma câmera fotográfica. É como se fosse apresentada para nossa análise uma proposta de compra de um carro da Mercedes-Benz. Há necessidade? A sugestão seria adquirir um veículo mais modesto, que atenda da mesma forma às necessidades. Trata-se do princípio da economicidade. Agora, esse parecer não é uma decisão final; a prerrogativa é do gestor da Câmara. O presidente é quem vai arcar com o ônus ou o bônus dessa decisão”, afirmou Muzeli.

Simoni Soares, chefe de gabinete da presidência da Câmara, apresentou uma versão diferente dos fatos e afirmou que houve um comportamento constrangedor protagonizado pelo procurador Pascoal Muzeli Neto. Segundo ela, houve coação quanto aos encaminhamentos dos pareceres. Acompanhe:

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